Divulgação: Membro Qualificado AP2SI

No ano em que a Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança da Informação (AP2SI) comemora o seu 10º aniversário, orgulhamo-nos de contribuir para mais um dos nossos objectivos como organização e para a Segurança da Informação em Portugal.

Com a figura do Membro Qualificado, a Associação visa colmatar uma lacuna até agora existente no nosso país – o reconhecimento regulado de competências dos profissionais de Segurança da Informação em Portugal.

Em 2021, a Direcção da AP2SI documentou e aprovou o Regulamento Relativo à Qualificação de Associados onde estão identificados os critérios e procedimentos para a análise dos pedidos do estatuto de Membro Qualificado(1). Os resultados da primeira iteração do processo foram apresentados na Assembleia Geral de Março deste ano e, após a recolha de autorizações dos titulares, estão agora publicados na Lista de Membros Qualificados, que é actualizada regularmente.

A atribuição do Estatuto de Membro Qualificado segue um processo de reconhecimento de competências que toma em conta a experiência e senioridade dos Associados que devem comprovar deter pelo menos 5 anos de experiência profissional nos últimos 10 anos em, pelo menos, 2 dos seguintes domínios afectos à Segurança da Informação:

  • Segurança no Desenvolvimento de Aplicações
  • Segurança de Sistemas
  • Resposta a Incidentes de Segurança
  • Análise Forense e Engenharia Reversa
  • Criptografia
  • Gestão de Segurança da Informação
  • Gestão de Risco em Segurança da Informação
  • Segurança Física e Electrónica
  • Desenho e Arquitecturas de Segurança
  • Segurança de Redes e Telecomunicações
  • Auditoria de Sistemas de Informação
  • Privacidade e Protecção de Dados
  • Continuidade de Negócio

Para todos os efeitos deste processo, a AP2SI considera também como experiência profissional as actividades de docência e investigação académicas que se enquadrem nos domínios referidos no ponto anterior, reconhecendo o trabalho destes profissionais para o avanço da profissão.

Sabendo que a certificação profissional é algo relevante para estes profissionais, estes podem também identificar certificações que detenham para apreciação pela Direcção. Actualmente o Regulamento contempla uma equiparação com as seguintes três certificações: Certified Information System Security Professional (CISSP), com gestão do (ISC)2; Certified Information Systems Auditor (CISA) e Certified Information Security Manager (CISM), com gestão do ISACA. Esta decisão está sustentada no facto de qualquer uma destas certificações ter em comum com os requisitos para o Estatuto de Membro Qualificado pelo menos dois dos domínios mencionados acima, exigirem cinco anos de experiência profissional e serem acreditadas ISO/IEC 17024:2012.

Entendemos que o reconhecimento pelos pares é a melhor forma de qualificar os profissionais de qualquer actividade e esperamos que esta iniciativa da Associação sirva para, perante o mercado e a sociedade, prestar o reconhecimento devido do trabalho daqueles que, diariamente, trabalham para manter segura a nossa vida digital.

Podem requerer o estatuto de Membro Qualificado, através do preenchimento deste formulário, quaisquer associados que estejam em dia com as suas obrigações perante a Associação e que preencham os requisitos delineados no Regulamento em vigor.

(1) Também é aceite pela Associação a designação Associado Qualificado.

Posição AP2SI relativa a atividades de monitorização dos cidadãos em contexto do ciberespaço

Introdução

O avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação nas últimas décadas trouxe, sem qualquer dúvida, tremendos benefícios à Sociedade, permitindo-nos agilizar a troca de conhecimento entre indivíduos, organizações, empresas e muitos outros grupos com interesses comuns utilizando a infraestrutura conhecida como ciberespaço.

No entanto, como qualquer tecnologia, o ciberespaço pode também ser permissivo a atividades hostis e utilizado para a prossecução de fins desalinhados e danosos para com as liberdades, direitos e garantias de cada um de nós.

Neste sentido, é necessário dotar as entidades que arduamente trabalham na manutenção da lei e segurança de competências, mecanismos e enquadramento jurídico que lhes permita realizar, também no ciberespaço, as suas funções de garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, proteger pessoas e bens, prevenir e reprimir a criminalidade e contribuir para assegurar o normal funcionamento das instituições democráticas, o regular exercício dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos e o respeito pela legalidade democrática. Estas funções devem exercer-se nos termos da Constituição e de um quadro legislativo adequado de forma a garantir condições para a proteção da vida e a integridade das pessoas, a paz pública e a ordem democrática.

Numa altura em que em Portugal, a par de vários países, se debatem alterações legislativas com potencial para colocar em causa os direitos dos cidadãos através do abuso de autoridade, vigilância massiva e indiscriminada ou criando condições que possam ser exploradas por atores hostis, a Associação Portuguesa para a Promoção da Segurança da Informação (AP2SI) torna pública a nossa posição relativa a estes temas.

Posição

1. Apoiamos uma atuação política no sentido de apoiar o combate ao crime, seja qual for a forma que tome, os locais onde ocorra ou os meios que utilize.

2. Entendemos que a atuação das forças da lei e segurança aos desafios colocados pela utilização do ciberespaço pela sociedade deve reger-se pelos princípios constitucionais existentes atualmente e que as normas que na ordem jurídica portuguesa consagram e tutelam direitos, liberdades e garantias são plenamente aplicáveis no ciberespaço, tal como referido na Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital. 

3. Entendemos que que num Estado de direito democrático, respeitador das normas e direitos fundamentais, não é admissível a utilização de mecanismos jurídicos, tecnológicos ou outros que: obriguem entidades fornecedoras de serviços a realizar recolha, análise ou guarda de dados ou metadados referentes à vida de qualquer cidadão, de forma massiva e indiscriminada, para fins de investigação criminal ou análise por serviços de informações sem que haja indícios fundados de preparação de atividade criminosa ou de perturbação séria ou violenta da ordem pública. Tal obrigatoriedade de recolha e análise de informações, de forma massiva e indiscriminada, não acontece na prestação de serviços no mundo físico, não devendo existir nos serviços online apenas porque tal é possível.

4. Opomo-nos à utilização de mecanismos jurídicos, tecnológicos ou outros que de alguma forma proíbam, quebrem ou visem enfraquecer os mecanismos de cifra utilizados na proteção das comunicações com o intuito de facilitar a sua interceção e análise. Este tipo de mecanismos apenas serviria para enfraquecer a confiança dos cidadãos nos serviços online podendo colocar em risco a sua própria segurança, uma vez que podem também ser explorados por atores maliciosos em benefício próprio.

5. Opomo-nos à utilização de mecanismos jurídicos, tecnológicos ou outros que visem a criação de acessos não documentados a software e hardware (vulgo backdoors) para uso exclusivo das forças da lei e segurança. Nos mesmos moldes do ponto 4, entendemos que não é possível obter garantias que este tipo de acessos não possa ser utilizado por actores maliciosos, sendo o risco para o cidadão mais elevado que quaisquer benefícios que possam advir deste tipo de medidas.

7. Aceitamos a utilização de mecanismos jurídicos, tecnológicos ou outros que autorizem a exploração de vulnerabilidades existentes em software ou hardware com o intuito de aceder a dados, comunicações, ou dispositivos de indivíduos, quando exista autorização ou validação da entidade judiciária competente. Entendemos que deve ser possível este tipo de actuação e que esta deve ocorrer com um nível de supervisão que impeça a utilização abusiva de tais mecanismos.

8. Condenamos de uma forma geral, a implementação de quaisquer medidas que visem o enfraquecimento ou aproveitamento das tecnologias de informação e comunicações de formas que violem ou possam colocar em causa os direitos constitucionais dos cidadãos, perante o Estado ou quaisquer outros actores. As soluções estudadas devem ser sujeitas a uma análise dos riscos que possam trazer para o cidadão e que o legislador deve suportar esta análise no conhecimento existente na sociedade.

9. Apoiamos um investimento público adequado por forma a dotar as forças da lei e serviços de informações, que arduamente trabalham para manter a nossa segurança, de ferramentas modernas e adequadas bem como das competências necessárias à realização do seu trabalho, sem que para tal seja necessário colocar em causa os direitos digitais dos cidadãos.

Conclusão

Os problemas do Século XXI necessitam de soluções do Século XXI.

Entendemos que é obrigação do Estado Português, na figura dos seus legisladores, assegurar um quadro legislativo adequado e proporcional. Para tal exortamos a um diálogo informado, multidisciplinar e inclusivo que leve a uma aproximação baseada no conhecimento de todas as partes interessadas. Apenas desta forma será possível encontrar um caminho transparente, adequado aos desafios modernos, respeitador dos direitos digitais e que assegure que o cidadão, o seu bem-estar e a sua segurança se mantêm o centro da questão.

Faça download do PDF aqui.

Divulgação: Evento conjunto Confraria | Conversas Inseguras em Maio com painel sobre Privacidade e Cibersegurança

Nesta edição, online, especial das Conversas Inseguras e da Confraria vamos falar de Privacidade e Cibersegurança, na primeira pessoa, com um painel composto por quatro especialistas.

Nesta sessão irão partilhar connosco as suas experiências, desafios e opiniões sobre a relação entre Privacidade e Cibersegurança, de que modo as duas áreas concorrem para assegurar a proteção de dados pessoais, e qual o estado da arte em Portugal, 4 anos após a aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados, num painel moderado pelo Miguel Goncalves, onde participarão a Inês Oliveira, Presidente da APDPO Portugal e a nossa associada Jéssica Maranny, Partner na B10SEC, a quem se juntam os convidados João Gabriel, Presidente da AEPD e Vitorino Gouveia, COO no XIS Group.

Junte-se a nós. Inscrições em https://confraria.eventbrite.co.uk.

Divulgação: Confraria de Abril com painel sobre Cibersegurança e Empreendedorismo

Nesta edição especial da Confraria vamos falar de empreendedorismo, na primeira pessoa, com um painel composto por cinco especialistas em segurança da informação e cibersegurança.

Confraria: Painel Cibersegurança e Empreendedorismo

Uma excelente oportunidade de conhecer o que é ser empreendedor nestas áreas no nosso país, num painel moderado pelo Celso Martinho, onde participarão os nossos associados Nuno Loureiro da Probely, Pedro Borges da LOQR, e Flávio Shiga da B10SEC, bem como os convidados Rui Shantilal da Integrity e Pedro Fortuna da JScrambler.

Nesta sessão irão partilhar connosco as suas experiências e desafios como fundadores de empresas em Portugal dedicadas a estes temas, o caminho que estão a percorrer para alcançar os seus objectivos bem como partilhar recomendações para quem esteja a iniciar o seu caminho no empreendedorismo.

Junte-se a nós. Inscrições em https://confraria.eventbrite.co.uk.

Divulgação: Fábio Gomes é o vencedor da 5ª Edição do Prémio de Mérito AP2SI

Fábio Gomes, estudante do Instituto Superior Técnico, é o vencedor da quinta edição do Prémio de Mérito AP2SI, com o trabalho “Cryptojacking Detection with CPU Usage Metrics“.

O trabalho, orientado pelo Professor Miguel Pupo Correia, teve por principal objectivo desenvolver um mecanismo de detecção de técnicas de cryptojacking baseado na monitorização de métricas de CPU e análise via machine learning.

A quinta edição do Prémio de Mérito AP2SI contou com 4 trabalhos de alunos de 2 instituições de Ensino Superior. Além do Instituto Superior Técnico, estiveram também a concurso trabalhos de alunos do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Todos os trabalhos foram analisados pelo nosso júri nas vertentes de Qualidade Académica, Aplicabilidade Prática, Originalidade e Pertinência actual do tema.

Queremos dar os parabéns a todos os concorrentes cuja participação demonstra a boa recepção do desafio da AP2SI nas instituições de ensino superior em Portugal, e a abrangência do tema tocando em várias áreas do conhecimento como informática, gestão de empresas ou privacidade de dados, demonstrando que a segurança da informação é um tema cada vez mais transversal à sociedade.

Na fotografia: Fábio Gomes

Divulgação: Disponibilizados os resultados do 2º Estudo sobre os profissionais de cibersegurança e segurança da informação em Portugal

Imagem de Gerd Altmann via Pixabay 

Já estão disponíveis ao público os resultados do estudo de 2021 sobre os profissionais de cibersegurança e segurança da informação em Portugal.

Este estudo foi promovido pela AP2SI, com o apoio do Observatório de Segurança do Centro Nacional de Cibersegurança e com os parceiros de divulgação da Security MagazineRumos, APDPO, ISEG Executive Education e APSEI.

Veja os resultados aqui.

Divulgação: 2ª Edição do Estudo sobre o Profissional de Cibersegurança e Segurança da Informação em Portugal

Image by Eak K. from Pixabay
Imagem por Eak K. via Pixabay

No primeiro Estudo sobre os profissionais de cibersegurança e segurança da informação em Portugal, a AP2SI teve como objectivo obter um melhor entendimento sobre os profissionais que desenvolvem a sua actividade na área da cibersegurança e segurança da informação no nosso país.

Esta área continua a demonstrar uma rápida evolução, quer em termos de abrangência das temáticas, quer ao nível do saber que se torna cada vez mais especializado. De acordo com os dados recolhidos em 2019, e a crer nos vários artigos publicados e trabalhos realizados por diversas entidades, esta continua a ser uma área de elevada empregabilidade. A necessidade de profissionais formados e dedicados é cada vez mais visível ao longo dos últimos anos, em particular durante este período de pandemia que atravessamos actualmente, dadas as alterações na forma como trabalhamos e os riscos que daí advêm.

Deste modo, a Associação entendeu que estava na altura de, em conjunto com os nossos parceiros, lançar a 2ª edição deste estudo. Através das respostas recolhidas no inquérito, obteremos dados comparativos com o estudo de 2019 que nos permitirão perceber melhor quem são, e como estão a evoluir profissionalmente, as pessoas que protegem os serviços digitais, os nossos dados e a sociedade da informação em Portugal.

O inquérito estará disponível a partir de 20 de Setembro até ao final do dia 03 de Outubro no seguinte link: https://survs.com/survey/60ouw4u6uh. Tal como na edição anterior, o inquérito encontra-se aberto a todos os que desenvolvam a sua actividade profissional em Portugal, sendo a participação no mesmo realizada de forma anónima. Não são guardados dados que permitam identificar os respondentes, e o processamento é realizado de forma agregada.

Participe e apoie esta iniciativa.

Com o apoio de

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